A Claraboia tem o prazer de anunciar a primeira edição do Prêmio Claraboia de Arte Contemporânea, criado em 2026, com o objetivo de apresentar, reconhecer e gerar oportunidades para artistas emergentes no circuito de arte.

Artistas Finalistas

Ana Paula Sirino

Sabinópolis, MG

Ana Paula Sirino é artista visual autodidata que investiga a luz como matéria e linguagem na pintura a óleo e na fotografia. Crescida no Quilombo Torra, em Minas Gerais, sua prática articula experiências afro-diaspóricas, paisagem e território. A partir da intimidade com familiares, amigos e o cotidiano rural, investiga as relações entre memória, luminosidade e permanência. Suas pinturas transitam entre figuração e atmosfera, afirmando a beleza das vidas quilombolas contemporâneas e as relações entre pertencimento e transformação da paisagem. Participou de residências artísticas no Programa Luis Maluf, São Paulo (2025), Sertão Negro/Ateliê Dalton Paula, Goiânia (2025-2026) e LAB MR, São Paulo (2026). Participou de coletivas na Galleria Continua (2026), no Museu das Favelas (2025-2026) e Dos Brasis, Sesc Belenzinho (2023), todas em São Paulo. Em 2026, participou do ateliê coletivo Prisma Galpão, em São Paulo.
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Chico Ribeiro

Macapá, AP

Chico Ribeiro é artista visual amapaense radicado no Pará e instrutor de desenho e pintura. Através de estudos da pintura a óleo, e por meio da abordagem dialética, sua pesquisa articula a imagem como potencial dispositivo de crítica sobre realidades periféricas. Graduado em Museologia na UFPA, o artista fez uma residência artística no ateliê de Éder Oliveira (2024). Participou dos 27º e 28º Salão das Artes do CCBEU (2017 e 2019) e do 19° Salão Nacional de Arte de Jataí, MAC Jataí (2022). Foi premiado no I Salão de Artes de Pequenos Formatos de Britânia, MABRI Goiás (2019) com a série "Gestos Cotidianos". Foi contemplado pelo edital da Lei Aldir Blanc com a exposição coletiva "Do que reside na passagem", realizada em parceria com a artista Carla Duncan, sob curadoria de Cristina Viviani, apresentando a série de paisagens "Dragão de Ferro", Casa das Artes (2025) e participou da II Bienal das Amazônias com a série "Mutirões" (2025).
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Daniel Frota

Rio de Janeiro, RJ

Daniel Frota de Abreu é um artista visual baseado no Rio de Janeiro cuja prática se desenvolve na interseção entre artes visuais, escrita e documentário. Seus trabalhos combinam pesquisa de arquivo, esculturas, filmes e publicações, investigando práticas de montagem e noções sobre história, vestígio e preservação da memória. Pós-graduado em Artes pela École Nationale Supérieure des Beaux-Arts de Lyon (2016), participou de residências e exposições individuais e coletivas em instituições como Fondazione Sandretto Re Rebaudengo (2016), Videobrasil (2015), Fundação Iberê Camargo (2018), Auroras (2018) Pivô São Paulo (2019), MAK Center (2019), Jan van Eyck Academie (2022), Kunsthaus NRW Kornelimünster (2022), Nieuwe Instituut (2023), entre outras. Também participou de coletivas nas galerias Athena (2023) e Kubik Gallery em Lisboa (2025) e de diversos festivais de cinema nacionais e internacionais.
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laryssa machada

Porto Alegre, RS

laryssa machada é artista visual, fotógrafa e cineasta. Transitando entre a ficção e a realidade, constrói imagens enquanto rituais de contracolonização e expansões de liberdade. Com estudos nas áreas de jornalismo, ciências sociais e artes, cultiva o cruzamentos de saberes e o próprio caminhar como rota. Seus trabalhos discutem a construção de imagens sobre pessoas LGBTQIA+, indígenas e culturas marrons — caminhando pela reimaginação do território enquanto prática de educação visual. Recebeu o Prêmio FOCO ArtRio (2023) e foi indicada ao Prêmio PIPA (2022). Participou de residências artísticas no Pivô (2021), InclusArtiz (2024) e Solar (2025) e realizou individuais na Usina do Gasômetro (2015) e na Galeria Asfalto (2022). Já expôs na Bolívia, Inglaterra, Portugal, França, Estados Unidos e em vários estados do Brasil. Participou de coletivas como Bienal do Mercosul (2025), Museu Paranaense (2023) e 37° Panorama da Arte Brasileira do MAM São Paulo (2022).
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Lucas Emanuel

Belo Horizonte, MG

Lucas Emanuel iniciou sua trajetória com a realização de grafites e desenvolve trabalho principalmente em torno da pintura. Em sua prática artística, se interessa pela tensão entre a tradição pictórica e uma disposição experimental, abordando aspectos da relação entre imagem e espaço, e do jogo entre representação e ficcionalização. Realizou exposições coletivas e individuais, entre as quais Novas Poéticas, Galeria Cañizares, Salvador (2017), 6º Prêmio EDP nas Artes, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2018—2019), Tragédia!, Galeria Fortes D’Aloia Gabriel, São Paulo (2022), Botar Fé, 8ª edição do programa Bolsa Pampulha, Belo Horizonte (2022—2023) e It’s only life under the spotlight, Kunststasjonen, Sandnes, Noruega (2025). Lucas tem mestrado em artes, com foco nos usos e implicações do espaço nas práticas artísticas contemporâneas.
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Ludmila Kloosterman

Rio de Janeiro, RJ

Ludmila Kloosterman é artista visual e psicanalista lacaniana, estudou Artes Visuais na UFRJ e formou-se em Psicologia na PUC-Rio (2025). Desde 2024, aprofunda sua prática artística com Charles Watson. Manteve uma prática clínica e se formou no Espaço Oficina de Psicanálise. Seu trabalho parte da disponibilidade para pinçar algo entre o que o mundo oferece. Interessa-se quando a imagem inicial perde importância enquanto assunto e dá lugar às exigências do material. Acredita que só a partir desse afastamento, paradoxalmente, o pretexto para pintar pode retornar como outra coisa.
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Marcus Deusdedit

Belo Horizonte, MG

Marcus Deusdedit atua como artista visual produzindo na interseção entre arte, arquitetura e design. Em seus trabalhos, explora possíveis deslocamentos estéticos dos códigos desses campos, suas distorções e tensionamentos a partir do atravessamento por questões socioeconômicas e raciais. Premiado pelo Prince Claus Seed Award e pelo Prêmio FOCO ArtRio, foi selecionado como artista residente na 8ª edição da Bolsa Pampulha e na FAAP. Também integrou o 38º Panorama das Artes Brasileiras e a 14ª Bienal do Mercosul. Desenvolve trabalhos em diversas linguagens que vão desde fotografias até objetos tridimensionais e instalações multimídia, sempre conectados pelo gesto de edição e remix.
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muSa michelle mattiuzzi

São Paulo, SP

muSa michelle mattiuzzi é performer, artista visual, escritora e cineasta, e vive entre São Paulo e Berlim. Considera-se cidadã do mundo e desenvolve trabalhos em uma ampla variedade de mídias e linguagens, tendo frequentemente o corpo e a voz como elementos centrais de sua prática. Sua pesquisa atravessa arquivos oficiais e histórias pessoais. Participou de diversas exposições coletivas, entre as mais recentes estão Telurian Skies, no Tiroler Kunstpavillon, Innsbruck, Áustria (2025), e Abolition Garden no KHI — Instituto Max Planck, em Florença, Itália (2024–2026).
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Tetê

Marabá, PA

Tetê é artista visual. Com formação em Arquitetura e Urbanismo, sua atuação perpassa as ideias de mapeamento, patrimônio cultural e história para analisar a relação entre tempo e espaço em uma abordagem que liga o íntimo ao coletivo. Participou do Programa Orientado a Projetos em Artes Visuais do SESC São Paulo com Clarissa Diniz e Gustavo Torrezan (2019). Em 2021, passou a publicar poemas nas redes sociais e participou do 13° Salão Universitário de Arte Contemporânea no SESC Santo Amaro, Recife. Em 2024, venceu o 1º lugar do Concurso de Ensaísmo da Serrote/IMS. Em 2025, participou de coletiva na Galeria Martins&Montero, do 34º Programa de Exposições do CCSP, e teve uma individual na Fundação Joaquim Nabuco, Recife.
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Vinícius Lopes

Tabocas do Brejo Velho, BA

Vinícius Lopes explora em suas pinturas as potencialidades estéticas e estruturais da produção de imagens e o modo como estão implicitamente envolvidas nos processos culturais e na maneira como os acontecimentos são documentados e compreendidos coletivamente. Formado em Arquitetura e Urbanismo na UNIEURO, Brasília (2016) e Engenharia de Software, École 42, Porto, Portugal (2024), o artista tem uma prática que se inspira em diversos sistemas de produção de imagens, numa tentativa de reorganizar o caos aparente do mundo, ao mesmo tempo que joga com a possibilidade da dúvida. Mudou-se para Porto, Portugal, entre 2023 e 2024, onde começou a circular em exposições coletivas e individuais em espaços como Galeria OKNA (2023), Marmol Project (2023), Clube do Desenho (2024), Galeria Maus Hábitos (2026) e Galeria Plato (2026). Ainda participou da USINA da Galeria Luis Maluf, São Paulo (2024) e de uma mostra coletiva na Latitude Gallery, Nova York, EUA (2026).
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Juri de Premiação

Agnaldo Farias

Itajubá, MG

Professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade de São Paulo e pesquisador em Arte e Arquitetura Contemporâneas. Curador premiado, foi curador geral do Museu Oscar Niemeyer, do Instituto Tomie Ohtake, do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e da 29ª Bienal de São Paulo; foi curador adjunto da 23ª Bienal de São Paulo e da Representação Brasileira da 25ª Bienal de São Paulo. No âmbito internacional, foi curador da 11ª Bienal de Cuenca, Equador, do Pavilhão Brasileiro da 54ª edição da Bienal de Veneza e da 3ª Bienal de Coimbra, Portugal. Também foi curador de exposições temporárias no Museu de Arte Contemporânea da Universidade (MAC/USP).
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Galciani Neves

Fortaleza, CE

Curadora, professora e pesquisadora no campo das artes visuais. É mestre e doutora em Comunicação e Semiótica na PUC-SP. Atuou em instituições como a Fundação Bienal de São Paulo, Instituto Tomie Ohtake, Museu Brasileiro da Escultura e da Ecologia (MuBE), Museu Oscar Niemeyer (MON). Foi professora colaboradora do Mestrado em Artes da UFC e uma das consultoras- colaboradoras artístico-pedagógicas da Biblioteca-Floresta, em Goiás. Atualmente, é professora do Curso de Artes Visuais na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), coordenadora da Bolsa IAC de Pesquisa do Instituto de Arte Contemporânea (IAC), orientadora do Grupo de encontros Bora! e curadora-pesquisadora do Rec Cultural.
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Antonio Almeida

Cruz das Almas, BA, Brazil

Sócio-fundador e diretor da Claraboia e sócio-fundador da Almeida & Dale, galeria que se consolidou como uma das principais referências na valorização da arte brasileira e na profissionalização do mercado de arte no país. Ao longo de sua trajetória, trabalhou em diversas funções no comércio — de empacotador a florista — até ingressar no universo das artes, atuando como montador, motorista e vendedor em uma galeria. Com a fundação da Almeida & Dale, em 1998, desempenhou, ao lado de seu sócio Carlos Dale, um papel fundamental na consolidação do setor, promovendo o diálogo entre os mercados primário e secundário, contribuindo ativamente para construir parcerias que fortaleçam a criação e circulação da arte em todas as regiões do Brasil e ampliando o reconhecimento da arte brasileira no circuito internacional. Parte importante deste trabalho também inclui o fomento de iniciativas culturais e educativas que promovem a descentralização da produção artística no Brasil.
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Renata Studart do Vale

Fortaleza, CE

Sócia-fundadora e diretora da Claraboia. É colecionadora, fotógrafa, galerista, empreendedora cultural e pesquisadora de arte contemporânea. Em 2022, idealizou a Casa Gabriel, com foco na promoção da cultura brasileira, especialmente da produção artística do Norte e Nordeste do país. Em 2025, deu continuidade a esse projeto com a criação da Claraboia, galeria dedicada a ampliar diálogos entre diferentes territórios, gerações e linguagens da arte contemporânea, em sociedade com o grupo Almeida & Dale. À frente da instituição, desenvolve exposições, programas públicos e parcerias voltadas à circulação de artistas, ideias e práticas culturais.
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Diogo Cantarelli

Recife, PE, Brazil

Empresário e colecionador de arte. Iniciou sua coleção em 2020, com foco na produção artística brasileira, desenvolvendo um acervo voltado à preservação e valorização da arte nacional. Atua nos setores de energia e infraestrutura e é idealizador do REC Cultural, instituição atualmente em construção na cidade do Recife, dedicada à preservação, pesquisa e difusão da arte pernambucana e brasileira. É patrono da Pinacoteca São Paulo e do Instituto Inhotim, além de integrar o Conselho do MASP. Sua atuação busca fortalecer as instituições culturais e ampliar o acesso público à arte.
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Rebeca Carapiá

Salvador, BA

Artista visual, sua produção artística utiliza o ferro e o cobre como seus principais materiais, que desdobram-se em esculturas, instalações, desenhos e gravuras, criando movimentos de torção, união e aproximação que constituem uma caligrafia própria. Desde 2019, suas obras circulam em exposições coletivas e individuais, com destaque para participações no Valongo Festival Internacional da Imagem, Pivô Satélite, 3ª Frestas – Trienal de Artes, Instituto Moreira Salles (IMS) em São Paulo, Pinacoteca de São Paulo, Instituto Tomie Ohtake, Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), Solar dos Abacaxis, Museu de Arte do Rio (MAR), Lunds Konsthall, Suécia, Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC-BA), e Sesc Pinheiros. Entre 2024 e 2025, teve obras comissionadas pela 36ª Bienal de São Paulo, pelo Instituto Inhotim, e pelo 38º Panorama da Arte Brasileira, realizado pelo MAM-SP. Suas obras também integram os acervos do Instituto Inhotim, MAM Bahia e Pinacoteca de São Paulo.
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Premiação

Em linha com a missão e forma de atuar da Claraboia, o prêmio visa impulsionar a trajetória, a pesquisa e as práticas do(a) artista vencedor(a), garantido-se:

  • Gratificação no valor de R$10.000,00 (dez mil reais), valor líquido, para uso livre do(a) premiado(a), paga em até 15 (quinze) dias após a assinatura do contrato entre o(a) premiado(a) e a Claraboia;
  • Destinação de R$40.000,00 (quarenta mil reais), para a qual a equipe Claraboia apoiará nas decisões e fará a execução direta do recurso junto aos fornecedores, podendo ser usada para a produção de obras novas, espaço de ateliê, materiais e assistentes, demandas excepcionais para a exposição e/ou remuneração adicional ao(à) artista, esta última paga ao final da exposição;
  • Divulgação profissional do(a) artista, além de orientação da equipe sobre temas diversos sobre carreira, futuro e oportunidades, no que for cabível, até a desmontagem da mostra;
  • Realização de exposição individual na Claraboia, na cidade de São Paulo (SP), em 2027.

Cronograma

Cronograma previsto para a edição de 2026, sujeito à alterações:

05 de agosto
Lançamento do Prêmio Claraboia e Edição 2026

05 de agosto a 21 de setembro

Período de inscrições

03 de novembro 
Divulgação dos 10 finalistas

04 a 13 de novembro

Entrevistas com os 10 finalistas

14 a 24 de novembro 
Apuração

25 de novembro

Divulgação do vencedor da edição 2026

Em caso de dúvidas, entre em contato com premio@claraboia.art.br